A igreja a caminho da sua plenitude

por em 22/06/2017
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Mensagem de Jorge Himitian durante o encontro da Comunhão de Ministérios Translocais (CMT), no dia 21 de abril de 2012, na chácara da CMC, em Bauru. A reflexão foi dividida em duas partes, tratando inicialmente da referência absoluta para a edificação da igreja, que é o projeto eterno de Deus.

Parte 1

Parte 2

 

Vinde, e tornemos para o Senhor,

porque ele nos despedaçou e nos sarará;

fez a ferida e a ligará.

Depois de dois dias, nos revigorará;

Ao terceiro dia, nos levantará,

e viveremos diante dele.

Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor;

como a alva, a sua vinda é certa;

e ele descerá sobre nós como a chuva,

como chuva serôdia que rega a terra.

…Não deveis esquecer: que, para o Senhor,

um dia é como mil anos, e mil anos como um dia.

(2 Pedro 3.8)

 INTRODUÇÃO

“dos filhos de Issacar, conhecedores da época, para saberem o que Israel devia fazer, duzentos chefes e todos os seus irmãos sob suas ordens;” 1 Crônicas 12:32, RA.

Talvez este seja um dos versículos que mais claramente define uma das características mais importantes do ministério dos apóstolos e profetas. Hoje, mais que nunca, a igreja precisa ouvir aos conhecedores dos tempos. É provável que Deus tenha feito surgir a Comunhão Apostólica Internacional (AFI) com a finalidade de que neste período vital da historia da igreja do mundo surjam duzentos conhecedores dos tempos que saibam o que a igreja deve fazer neste século e neste terceiro milênio.

O tema da consulta apostólica do ano passado na Colômbia foi:

 

“OLHEMOS AO FUTURO,

a igreja do terceiro milênio”

No segundo milênio a igreja mundial experimentou o ponto mais baixo e obscuro da sua historia. Além da perda da espiritualidade, no ano 1054 ocorreu o grande cisma entre as igrejas de Oriente e Ocidente, com a excomunhão recíproca entre católicos e ortodoxos*. Na aquela época a os líderes da igreja nominal se afundavam na sensualidade, a ambição, o poder, as riquezas materiais e a opulência. A ausência da santidade era gritante, ainda que Deus sempre tivesse um remanescente fiel.

* No ano 1965, ao final do Concilio Vaticano II, levantou-se a mútua excomunhão.

O intento dos reformadores ao querer renovar a igreja provocou a excomunhão de Lutero e de outros. Isto desencadeou uma divisão após outra, até chegar ao complexo quadro atual da fragmentação da igreja em um sem número de igrejas, não só separadas de Roma se não também separadas entre elas em milhares de denominações. Os reformadores buscando voltar para a verdade – quiçá sem propor isso – romperam outra verdade absoluta e inegociável estabelecida por os apóstolos no Novo Testamento: A UNIDADE INDIVISÍVEL DO CORPO DE CRISTO.

Damos graças a Deus por todos os princípios bíblicos e as riquezas espirituais que os reformadores recuperaram e nos legaram; sem eles não estaríamos hoje onde estamos, porem, devemos confessar que ainda hoje nos é muito difícil apagar de nossos genes o DNA protestante da divisão.

O século XX, o último do segundo milênio, tem sido um século tremendo. Duas guerras mundiais derrubaram estrepitosamente a ilusão de um mundo quase perfeito pré-anunciada desde os séculos anteriores pela modernidade. Por outro lado, três grandes ondas do Espírito Santo tem vindo sobre a igreja do mundo. E cada onda superando a anterior e incluindo as anteriores. (Na minha visão e fé, o século XX tem sido o prelúdio e a preparação para o que Deus fará no Terceiro Milênio). Essas três ondas são:

O avivamento pentecostal com o derramamento do Espírito (Desde inicio do século).

O movimento de renovação que atingiu quase todas as denominações protestantes e católicas em todas as nações do mundo. (A partir da década dos anos 60).

O surgimento do movimento apostólico e profético para que a igreja recupere a revelação do mistério de Cristo e de sua igreja, a fim de que ela, segundo o eterno propósito de Deus, progrida para sua plenitude na historia e cumpra sua missão integral no mundo.

A maioria de nós fomos atingidos pela segunda e pela terceira onda, e temos recebido indiretamente a primeira onda.

Grande parte da inspiração das duas primeiras ondas tem vindo pelo desejo de querer recuperar a espiritualidade da igreja do primeiro século, especialmente o que está narrado magistralmente por Lucas nos primeiros capítulos do livro dos Atos. Quanto bem nos fez ler e reler esses gloriosos capítulos! Quantos princípios temos aprendido! Quantos paradigmas e tradições tem sido superadas! A igreja de todos os séculos encontrou sempre nessas páginas uma grande fonte de inspiração e avivamento.

Com a segunda onda, alguns ousamos avançar um pouco mais. Quando o Espírito Santo nos visitou na década de sessenta, a Bíblia se tornou para nós numa nova Bíblia. A palavra se tornou luz. Começamos a redescobrir que o evangelho que Jesus e os apóstolos pregaram era o evangelho do reino. A palavra reino sempre esteve lá, porém nunca antes o tínhamos percebido com clareza. Compreendemos que a condição para ser salvo é confessar a Jesus como Senhor, e não simplesmente como Salvador. Que a grande comissão não se limitava a pregar o evangelho a toda criatura, senão que inclui o fazer discípulos a todas as nações. Que o discipulado é a forma de edificar os santos. Que o propósito eterno de Deus não é simplesmente salvar almas do inferno senão ser Pai de uma grande família de muitos filhos semelhantes a Jesus. Que a igreja que Cristo prometeu edificar não é a Igreja Evangélica nem a  Igreja Católica, senão simplesmente a igreja. Que os ministérios apostólicos e proféticos estão vigentes hoje e não só os de evangelistas, pastores e mestres…

Naqueles anos a palavra ‘restauração’ foi uma palavra chave entre nós pois nos ajudou a entender que a igreja necessitava recuperar importantes verdades que ao longo dos séculos a igreja foi perdendo. No entanto o conceito de ‘restauração’ – involuntariamente – nos  condicionou ou limitou. Por extensão, começamos a falar da ‘restauração da igreja’. Mas  anos depois compreendemos que Jesus nunca diz “Eu restaurarei a  minha igreja”, porém “edificarei minha igreja” (Mateus 16.18).

Se por ‘restauração’ queremos significar a recuperação dos princípios bíblicos, que como igreja temos perdido ou ignorado nos séculos passados, é correto. No entanto, se ao falar da restauração pretendemos voltar a ser como as igrejas do primeiro século, o enfoque não é o adequado. Dito de outro modo, podemos falar da restauração ou recuperação das verdades bíblicas, mas não seria correto falar da “restauração da igreja”. A Bíblia fala da edificação da igreja.

Lembremos que muitas das igrejas dos dias do Novo Testamento eram bastante problemáticas. Os coríntios eram carnais e estavam divididos. Os gálatas queriam voltar à lei. Em Éfeso havia uma ameaça de divisão. Das sete igrejas da Ásia, poucas constituíam um bom exemplo para nós. A mesma igreja de Jerusalém, apesar de sua glória inicial, não queria sair de Jerusalém, e quando finalmente saiu, graças a perseguição, só pregava o evangelho aos judeus.

Em conclusão, nossa referência absoluta para a edificação da igreja de nossos dias e do Terceiro Milênio não é a igreja do primeiro século, senão – por um lado – a igreja que estava e está na mente e coração de Deus desde antes da fundação do mundo, e por outro lado, a igreja que está profetizada que chegará a ser no final dos tempos antes da segunda vinda de Cristo. E as duas, a igreja do passado remoto e a igreja do futuro coincidem plenamente. Pois a realização do projeto de Deus ao final dos tempos será exatamente o que ele se propôs e projetou antes de todos os séculos.

Tanto o projeto eterno de Deus como as promessas de que esse projeto se cumprirá na sua plenitude estão registrados nas Sagradas Escrituras, especialmente na Epístola de Paulo aos Efésios.

NOSSA PRIMEIRA REFERÊNCIA  ABSOLUTA PARA A EDIFICAÇAO DA IGREJA É O PROJETO ETERNO DE DEUS

Hebreus 11.10 fala da: “cidade que tem fundamentos cujo arquiteto e construtor é Deus”.

Todo arquiteto antes de construir um edifício ou uma cidade faz primeiro um projeto. Antes de fazer o projeto deve ter muito claro qual é o propósito desse edifício ou dessa cidade.

De acordo ao propósito desenhará o projeto.

O projeto especifica todos os aspectos da obra que vai construir: seus fundamentos, suas colunas, suas paredes, suas portas, janelas, absolutamente tudo, até os mínimos detalhes. Estão indicadas todas as dimensões, formas, materiais, a qualidade dos materiais. Num projeto gigantesco os planos com suas especificações são muitos. Muito mais ainda quando se trata da construção de uma cidade.

O PROJETO ETERNO DE DEUS

Para descrever isto, não posso encontrar melhores palavras que as que escreveu minha amada esposa no Prólogo de meu livro titulado:  O Projeto do Eterno. Transcrevo alguns parágrafos:

Desde o princípio dos tempos Deus teve um projeto. Muitas vezes temos falado acerca dele: Deus quer ter uma família de muitos filhos semelhantes a seu Filho Jesus Cristo. Porém, geralmente, não temos uma idéia real de suas dimensões, de tudo o que implica e abrange.

Trata-se do grande projeto de Deus, do único plano das idades ao que ele faz convergir todos seus desejos, intenções, propósitos e poder. Para ele flui a própria historia da humanidade, com seus múltiplos desvios e intentos por detê-lo realizados por homens influenciados pelas forças do mal. Nada há que fique fora deste projeto de Deus. E cada um de nós está incluído em seu plano; tem um lugar e uma ação que fazer para o cumprimento daquilo que Deus se propôs atingir  a longo das idades.

Não há muitos planos. Não ha muitas propostas. É o grande projeto que Deus determinou realizar desde a eternidade passada, antes de que qualquer coisa existisse. E continua sendo o mesmo hoje.

Nós podemos aderir ao seu plano, entende-lo, abraçá-lo, fazer dele o nosso próprio plano. Ou ficar a margem, perseguindo projetos pessoais, ou correndo atrás de certas “percepções ministeriais” que em realidade não desembocam naquilo que Deus aponta. Por isso há tantos cristãos ativos e frustrados. Nunca conseguem atingir o que supõem que deveriam.

O Senhor não tem muitas e distintas vontades e propósitos para seus filhos. Não tem  uma infinidade de planos para o mundo. Não pulveriza a potência do Reino em múltiplos projetos diferentes. Deus tem um grande projeto: “reunir todas as coisas em Cristo” (Ef 1:10), isto é, que todas as vidas e pessoas, as circunstâncias particulares e os acontecimentos convergem para o cumprimento de Seu plano: Cristo como cabeça de um novo povo, de uma nova família, de uma nova ordem eterna.

Visto desta perspectiva, tudo o que somos e fazemos, ou aponta para o crescimento e avanço do projeto de Deus ou atenta contra ele. “Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. (Mt 12:30). Não é possível permanecer neutros. Uma reavaliação de nossas atitudes, realizado agora, nos ajudará a nos redirecionar e encarar a vida de outro ângulo. Isso é necessário. Nos permitirá ser obreiros eficazes.

….

O grande projeto de Deus é completado através daqueles que decidem perder sua vida em Deus. Perder sua própria identidade dentro do corpo. Deixar de buscar aquilo que é seu para buscar o que é de Cristo. Não podemos buscar o que é nosso próprio e o que é de Deus ao mesmo tempo. São coisas opostas. Porque passamos a ser parte do todo, da grande família de Deus que se alegra em ser uma. Quando nos perdemos dentro do plano de Deus, encontramos a vida, o sentido, o equilíbrio, a paz. Não buscamos a diferença senão a identidade comum. Não nos esforçamos para ganhar o lugar de destaque na frente, mas buscamos estar na retaguarda para oferecer apoio e suporte a nossos irmãos desde esse lugar. E se avançarmos para a primeira fileira é para nos colocar como ponta de lança e escudo de proteção aos que vem atrás. Nossa meta é o corpo, não nosso individualismo. Deste ponto avaliamos o que alcançamos. O maior de tudo o que conseguimos é chegar a perder a visibilidade em beneficio do labor comum.

Deus não se propôs a realização de um projeto temporal, com data de vencimento, mas eterno, transcendente, perene. Parte da eternidade passada e atravessa a história para dirigir-se para a eternidade futura, e no cumprimento dos tempos reunir tudo em Cristo. Não como um final, porque em Deus não há finais, mas como realização da plenitude de plenitudes que uma vez alcançada se manterá para sempre. E nela teremos parte nós também.

ESTE GRANDE PROJETO ETERNO DE DEUS PODE SER RESUMIDO EM UMA SÓ PALAVRA: 

I G R E J A

Que é a igreja?

Não é um edifício material; é uma comunidade formada por pessoas redimidas.

Não é uma instituição humana de caráter jurídico-legal; é a família de Deus.

Não é uma denominação ou associação; é a esposa do Cordeiro.

Não é propriedade de nenhuma pessoa ou grupo de pessoas. A igreja tem um só dono: Deus. A igreja é o povo de Deus, o corpo de Cristo, o templo do Espírito.

Não tem nome próprio, é simplesmente ‘igreja’; sem nenhum aditivo, sem adjetivo algum.

Na Bíblia distingue-se como a igreja de uma ou outra cidade.

Não é uma congregação. A igreja congrega-se e é bom que se congregue porém ela segue sendo igreja as 24 horas do dia, e todos os dias da semana. Nos não vamos á igreja, nos somos a igreja.

A igreja não nasceu na mente de Deus faz 2.000 anos quando enviou seu Filho ao mundo.

A igreja esteve na mente e coração de Deus desde séculos eternos, desde “antes da criação do mundo”.

A igreja não foi o Plano B de Deus depois da queda do homem. A igreja é o Plano A de Deus antes da existência dos homens e dos demônios. A queda foi um desvio, um atentado contra o projeto eterno de Deus. A redenção foi voltar as coisas ao plano original.

A igreja é a família que Deus se propôs ter, segundo seu beneplácito, segundo o desígnio de sua vontade, segundo o puro afeto de seu amor, segundo as abundantes riquezas de sua graça. O pecado só conseguiu revelar a imensidade inimaginável de sua graça.

A criação do homem e da mulher, a instituição do matrimonio, a procriação, a encarnação do Verbo, o sacrifício redentor de Cristo, sua ressurreição e exaltação, a vinda do Espírito Santo, os dons e ministérios, a palavra de Deus, tudo está na mesma linha, tem o mesmo objetivo: A REALIZAÇÃO DO PROJETO ETERNO DE DEUS.

ESTE PROJETO ETERNO – A IGREJA – TEM UM PROPÓSITO ETERNO

Esse  propósito menciona-se três vezes em Efésios 1.3-14, como se fosse um coro que se repete neste extraordinário magnificat de Paulo.

Fazendo um resumo dessa passagem podemos expressar assim:

Bendito seja o Pai que em Cristo nos abençoou … nos escolheu… nos predestinou… nos redimiu… nos revelou sua vontade… e nos selou com o Espírito Santo, com um único propósito:

… para louvor da glória de sua graça (v.6)

… a fim de sermos para louvor da sua glória  (v.12)

… para louvor da sua glória  (v.14)

Esta é nossa razão de ser como igreja para todos os séculos.

Paulo conclui sua oração no capítulo 3 de Efésios, dizendo:

A ele seja a glória, na igreja em Cristo Jesus

por todas as idades, por os séculos dos séculos. Amém!.

AS TRÊS CARACTERÍSTICAS ESSENCIAIS DA IGREJA

SEGUNDO  O PROJETO DE DEUS

Para que o propósito eterno de Deus seja atingido, isto é, que Deus seja glorificado na igreja em Cristo Jesus, ela deve ter no mundo três características indispensáveis:

QUALIDADE (SANTIDADE)

UNIDADE

QUANTIDADE

 QUALIDADE = SANTIDADE

Isto é a primeira especificação indicada no projeto de Deus, e está em Efésios  1.4:

Segundo nos escolheu nele antes da fundação do mundo,

para sermos santos e irrepreensíveis perante dele…

O propósito de Deus não é unicamente fazer-nos seus filhos, senão fazer de nós filhos santos e sem mácula, isto é, fazermos semelhantes a Jesus.

Paulo expõe isto mesmo claramente em Romanos 8.29:

Aos que de antemão conheceu, também os predestinou

para serem conformes á imagem de seu Filho,

a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

O plano de Deus não é simplesmente salvarmos do inferno e levarmos ao céu, se não fazermos como Cristo. Obter o perdão dos pecados e ser um filho  de Deus é apenas o primeiro passo no cumprimento do projeto de Deus, e não o fim. A meta de Deus é fazermos conformes á imagem de seu Filho. Isto é qualidade.

A santidade de vida é um dos principais pontos que Paulo desenvolve em Efésios, em especial na segunda parte (cap. 4, 5 y 6). En 5.25-27, declara que Cristo, por seu sacrifício e mediante a Palavra, tem decidido apresentar-se a si mesmo uma igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porem santa e sem defeito.

 UNIDADE

Ef 1.9-10:

Desvendando-nos o mistério de sua vontade… de fazer convergir nele … todas as

coisas em Cristo…

A palavra chave que revela o mistério de sua vontade é o verbo reunir. Deus se propôs em si mesmo re-unir (unir novamente) todas as cosas em Cristo. Este verbo em grego é  anakefalaiosastai. Está formado pela soma de três palavras:

Ana(novamente) + kefalé (cabeça) + iosastai (unir).

Significa unir novamente tudo embaixo uma cabeça.

Esta expressão grega se usava antigamente quando um exército derrotado, dizimado e espalhado voltava a se reunir, reagrupar e reorganizar embaixo da autoridade de um novo comandante em chefe.

Esta palavra (anakefalaiosastai) pressupõe pelo menos três cosas:

Que originalmente no universo tudo estava unido e ordenado harmoniosamente embaixo da autoridade de Deus.

Que algo sucedeu no mundo e se rompeu essa unidade.

Que Deus, sabendo de antemão que isso ia ocorrer com a humanidade, por sua graça se propôs voltar a unir tudo embaixo da autoridade de Cristo como cabeça. Consideremos más detalhadamente:

  1. Qual era o plano original de Deus?

A unidade de tudo e de todos. Um mundo unido, formoso, harmonioso, no qual o homem viveria em comunhão com Deus, amando-O, adorando-O e obedecendo. Um lugar onde se desse a unidade do homem com seu próximo, a harmonia do ser humano com a natureza e com a criação. A unidade do matrimônio, da família, e de toda humanidade. O projeto eterno de Deus era, e é, uma sociedade unida, solidária, sem egoísmo nem rivalidades; uma humanidade que viva em paz e amor, onde cada um, imbuído do amor de Deus amasse a seu próximo como a si mesmo.

  1. Que aconteceu?

Desafortunadamente o homem se rebelou contra o Senhor e, aceitando a proposta do inimigo de Deus, pecou. Assim entrou no mundo o pecado, e pelo pecado, a morte. Morte significa separação, divisão. Rompeu-se a unidade entre o homem e Deus, do ser humano consigo mesmo e com seu próximo. Surgiram os ciúmes, as invejas, as pelejas, os homicídios, os fratricídios, as guerras, as injustiças, os divórcios, a avareza, a injusta distribuição das riquezas, os conflitos sociais, a discriminação racial. A história da humanidade se converteu em uma história de guerras, sangue, ódios, violências, crimes e morte. Tão longe do modelo de sociedade projetado por Deus! A própria natureza foi afetada pelo pecado do ser humano, o administrador do planeta terra. Os homens e mulheres se converteram em inimigos de deus e inimigos de seu próximo.

  1. Qual é o mistério de sua vontade?

Voltar a unir tudo embaixo de Cristo como cabeça de uma nova humanidade. Essa nova humanidade que tem a Cristo como sua cabeça é a Igreja. A Igreja é a realização do sonho de Deus na terra. É o seu projeto eterno para a humanidade. Esse sonho foi consumado potencialmente na cruz.

“…ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade.” Efésios 2:12-16, RA.

A unidade da Igreja é algo essencial ao projeto de Deus

Em um mundo dividido, em inimizade, onde reina o individualismo, a injustiça, o egoísmo, a competição e as guerras, a igreja é aquela parte da humanidade que, em Cristo, novamente se reencontrará com Deus para ser uma com ele; é a humanidade reconciliada.

A igreja, em sua natureza essencial é perdão, reconciliação, paz, amor, serviço. A igreja é comunidade, família, unidade. É ósculo santo, abraço fraterno, pão repartido, comunhão de bens, afetos entranháveis. É o fim da solidão, do individualismo. É o fim de todas as divisões. É o Shalom de Deus instalado entre os homens para trazer a paz para a terra e manifestar ao mundo o maior de todos os milagres: a unidade,

A divisão atual da igreja

Deus nos tem revelado o mistério de sua vontade: voltar a unir os homens embaixo de da autoridade de Cristo. Qualquer divisão na igreja é inadmissível e está contra a vontade de Deus e atenta contra seu projeto eterno. A divisão atual da igreja não tem nenhum fundamento bíblico nem teológico. Somente se pode explicar como aconteceu na história.

Deus não desistiu de seu projeto eterno. Conforme seu projeto revelado, Deus tornará a unir todas as coisas sob a única cabeça da igreja que é Cristo. Cremos firmemente que a divisão atual da igreja está sendo superada até que todos na terra formem o único corpo de Cristo. A oração de Cristo em João 17 será plenamente respondida pelo Pai: “…que todos sejam um… para que o mundo creia que tu me enviaste”. Seremos um, e o mundo crerá!

 QUANTIDADE    

Aqui é vital que nos façamos a seguinte pergunta:

QUEM FOI INCLUÍDO POR DEUS EM SEU PROJETO ETERNO?

Responderei a este delicado assunto com cinco perguntas:

O que o Senhor criou para Ele?

Segundo Cl 1.16, todos os homens foram criados por Cristo e para Cristo.

Segundo Rm 11.36, todas as coisas são dele, por ele e para ele.

Segundo Rm  3.23, todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus, o que implica que todos haviam sido criados para a glória de Deus.

Segundo Mateus 25.41, o inferno não foi criado para o homem, mas para o diabo e seus anjos. Porém, no final, os impenitentes devem ser lançados ali pois não se arrependeram.

Qual era o plano de Deus para toda a humanidade quando criou o primeiro homem e a primeira mulher? (Gn 1:26-28).

Segundo Gênesis 12.1-3, Deus se propôs abençoar a rodas as famílias da terra, mediante a semente de Abraão que é Jesus Cristo.

Em Gênesis 15.1-6, Deus prometeu a Abraão que sua descendência seria tanta como as estrelas do céu. (QUANTIDADE!)

 

2 – Quem foi redimido por Jesus na Cruz?

Segundo João 1.29 – Cristo é o Cordeiro de Deus  que tirou o pecado do mundo.

Segundo 2 Cor. 5.19 – Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo

3 –  A quem temos que pregar o evangelho?

Segundo Mateus 28.18-20, a ordem de Jesus é fazer discípulos de todas as pessoas em todas as nações.

Segundo Marcos 16.15-16, Jesus nos ordena pregar o evangelho a todas as pessoas do mundo.

4 – Qual é a vontade de Deus para todas as pessoas?

Segundo 1 Tm 2.3-4, a vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento pleno da verdade.

Segundo 2 Pedro 3.9, Deus não quer que ninguém se perca.

5 – Como é o tema da predestinaçãoQuem foi predestinado pelo Pai para ser adotados como filhos por meio de Jesus Cristo?

Deus tem somente um filho “natural”, próprio: o Unigênito. Um filho tem a mesma natureza de seu pai. O filho de um homem é um homem. Um filho de um cavalo é um cavalo. O filho de uma pomba é uma pomba, e o Filho de Deus é Deus. Dizer que Jesus Cristo é o Filho de Deus é afirmar que ele é Deus (Jo 5:17-18)

Nenhum de nós somos filhos de Deus por natureza, mas criaturas de Deus. Mas Deus, muito antes de criar-nos, em amor nos predestinou para ser adotados seus filhos por meio de seu Filho Jesus Cristo (Efésios 1:5); e deu-nos o meu nível, a mesma honra que tem seu Filho Unigênito. Deste modo o Unigênito se transformou em Primogênito entre muitos irmãos (Rm 8:29). Por isso declaramos que o projeto eterno de Deus é ter uma família de muitos filhos semelhantes a seu Filho, para que seja o Primogênito entre mitos irmãos.

Cremos na predestinação e não no destino. Somos cristãos e não muçulmanos. Os muçulmanos crêem no destino. A frase “ninguém morre na véspera” não é uma frase bíblica, é uma frase dos muçulmanos. Eles crêem em um destino determinado, fixo.

A Bíblia fala de predestinação. Predestinar significa preestabelecer um destino. O projeto de Deus inclui a todos os homens que Ele criou. Mas Deus não impõe seu projeto, seu plano, sua vontade sobre ninguém. O plano de Deus é que todos sejam seus filhos. O evangelho é uma proposta, não uma imposição de Deus aos homens.

Por isso nós temos uma boa noticia para todos os homens: Com total certeza e verdade podemos dizer a qualquer pessoa: “Deus ama você. Deus tem um plano maravilhoso para sua vida. Você nasceu para Deus, para ser um filho de Deus; para ser santo, para ser como Jesus, para ser parte da família de Deus”.

Lamentavelmente nem todos responderão positivamente ao chamado do Senhor, no entanto ele ama a todos e incluiu a todos em seu maravilhoso projeto.

NOSSA SEGUNDA REFERÊNCIA ABSOLUTA PARA A EDIFICAÇÃO DA IGREJA É O QUE DEUS DECLAROU QUE SUCEDERÁ COM SUA IGREJA ANTES DO RETORNO DE CRISTO.

Ao estudar as epístolas que o apóstolo Paulo escreveu em seus primeiros anos de ministério, tem-se a impressão de que ele tinha a idéia de que em sua geração se completaria a edificação da igreja, e que Cristo regressaria logo. Mas ao estudar as epístolas posteriores, como a dos Efésios, se pode perceber claramente que Paulo vislumbrava que nos séculos futuros, e antes da volta de Cristo, a igreja alcançaria sua plenitude na história.

Deus revelou a Paulo os níveis maravilhosos que a igreja alcançaria aqui na terra no futuro antes do retorno de Cristo. Ele proclama na Epístola aos Efésios que o que Deus propôs em si mesmo, antes da fundação do mundo ele terminará, cabalmente, na plenitude dos tempos.

NOVE CARACTERÍSTICAS PROMETIDAS POR DEUS PARA A IGREJA, NA CARTA AOS EFÉSIOS.

  A igreja manifestará ao mundo a grandeza da graça e a bondade de Deus através de suas boas obras

“…para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.” Ef 2:7

Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Ef 2:10

A igreja mostrará aos principados e potestades nos lugares celestiais a multiforme sabedoria de Deus, conforme o propósito eterno que fez em Cristo Jesus.

para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, 11 segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor,” Ef 3:10-11

A igreja, em comunhão e unidade com todos os santos, experimentará as quatro dimensões de Deus, e será cheia de toda plenitude de Deus.

a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade 19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.” Ef 3:18-19

O Senhor levantará em sua igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, que capacitarão os santos para obra do ministério, para a edificação de seu único corpo Cristo.

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, 12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,” Ef. 4:11-12

A igreja alcançará a unidade da fé é do conhecimento do filho do Filho de Deus.

Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” (Ef. 4.13).

A igreja alcançará a medida da estatura da plenitude de Cristo.

“Até que todos cheguemos… à medida da estatura da plenitude de Cristo; para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. 15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,”  Ef 4:13-15

A igreja alcançará sua unidade total como um só corpo bem ajustado e unido entre si por suas conjunturas.    Todas as divisões acabarão.

“…de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor”. (Ef.4.16).

A igreja será una, gloriosa e santa.

“…como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo- a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.” (Ef.5.25-27).

 

Paulo conclui sua oração pela igreja com esta gloriosa proclamação:

Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” Ef 3:20-21

NOVE PROFECIAS PARA OS SÉCULOS FINAIS DA HISTÓRIA

O derramamento do Espírito Santo sobre toda carne. Joel 2.28-32:

“E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e .sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o SENHOR prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar.” Joel 2:28-32

A evangelização mundial profetizada por Jesus. Mateus 24.14:

E será pregado este evangelho do reino em todo o mundo, para testemunho a todas as nações; e então virá o fim.

Todas as nações conhecerão a glória de Deus. Hab. 2.14:

Porque a terra será cheia do conhecimento da glória de Jeová, como as águas cobrem o mar.”

Comoção nas nações e maior glória na igreja. Ageu 2.6-9:

Pois assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro em pouco, farei abalar o céu, a terra, o mar e a terra seca; farei abalar todas as nações, e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o SENHOR dos Exércitos… A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos.”

Reconciliação geracional entre pais e filhos. Malaquias 4.5-6:

Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR; 6 ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição

As nações virão à igreja para rogar que ela lhes ensine os caminhos do Senhor. Isaias 2.1-4:

Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do SENHOR será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. 3 Irão muitas nações e dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e a palavra do SENHOR, de Jerusalém. Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.”

Conversão de Israel e avivamento mundial! Rm 11.12, 15, 25-26:

Ora, se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento, em riqueza para os gentios, quanto mais a sua plenitude!… Porque, se o fato de terem sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será o seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos? … que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades.

Se cumprirá plenamente a oração de Jesus. Jo 17.21-23

“…a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.”

        SEREMOS UM E O MUNDO CRERÁ QUE JESUS É O SENHOR!

 

Jesus cumprirá plenamente o que prometeu completará a edificação de sua igual e as portas do Hades não poderão resistir ante o avanço glorioso da igreja. Mateus 16.18:

“…edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

CONCLUSÃO: A GERAÇÃO QUE CRÊ EM DEUS

O Senhor deu a Abraão “a promessa de que seria herdeiro do mundo” (Rm  4.13). E Abraão creu em Deus.

E no mesmo capítulo 4 de Romanos, versículos 17 ao 21 disse:

“(…como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí.), perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem. Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera.”

Seremos a geração que dará crédito a Deus? Somos capazes de crer que Deus é poderoso para fazer todo o que tem prometido?

Nos dias de Moisés, a geração não deu crédito ao Senhor morreu no deserto sem alcançar a terra prometida, com exceção de Josué e Calebe, que guiaram a nova geração.

Deus perguntou a Ezequiel: “Filho do homem viverão estes ossos?

– Senhor Jeová, tu o sabes.

– Pois tens razão, eu o sei. Então profetiza sobre esses ossos e diz a eles: eis que faço entrar espírito em vós, e vivereis…

Profetizar é dizer o que o Senhor nos diz que falemos. Profetizei, pois, como me foi mandado; e houve ruído… E os ossos se juntaram cada osso com seu osso… Ez 37:1-10

Diante do quadro atual de uma igreja dividida, com muitas manchas e rugas, com uma liderança carnal, competindo por ter a igreja maior, maior fama, maior poder…

Diante do quadro de uma igreja materialista e mundana… Nos pergunta hoje o Senhor:

Filho do homem, alcançará a igreja a unidade da fé, voltará a ser um só corpo em cada cidade, em cada nação no mundo? Chegará a ser gloriosa e santa, sem mancha e sem ruga? Voltará a ser sal da terra e luz do mundo? Será novamente fator de transformação social em meio das nações?

Crês que eu sou poderoso para faz tudo o que está profetizado e está escrito em minha palavra?

Se crês, profetiza e proclama com tua boca o que eu digo em minha Palavra…

 

Se crês em teu coração, declara que acontecerá, e o que crês e digas eu o farei!

Texto extraído do site: servindocomapalavra.com.br

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